quinta-feira, 14 de junho de 2012

Filosofia de infância

Pensei em escrever sobre isso esses dias.
    Na minha 1º série (eu deveria ter uns 7 anos no começo desse ano) eu tinha uma idéia de que eu posso chamar hoje de bem egocêntrica. Eu acreditava que tudo existia a partir da minha existência. Parece meio autista falando desse modo. Tudo me levava a crer que as coisas aconteciam, e as outras pessoas existiam a partir da minha consciência; eu achava que as outras pessoas não tinham uma consciência própria, e todos os acontecimentos se davam pelas minhas vontades; eu era mimado, mas não era babaca, nem tanto. Eu sempre tive tudo o que quis, as pessoas correspondiam ao que eu falava, logo, essa foi minha teoria. Isso só veio a se desfazer quando sofri um tipo de bullying na escola, HAHAHA. Pensando pelo teocentrismo, como deus no centro do universo, egocentrismo como "eu no centro do universo", faz bastante sentido pra mim. Hoje lembro daquela época, e lógicamente, acho muita graça. Como tudo, fatos e pessoas, me permitiram a acreditar em algo desse tipo por tanto tempo. Não por permitirem, mas simplesmente por tudo me levar a crer (não que seja difícil fazer uma criança a acreditar em algo).

     Também acreditava que os adultos sabiam de tudo, tipo, tudo mesmo. Que o mundo era "perfeito", por estar rodeado de adultos. Pouco tempo depois, eu vi que tinha muitos adultos errados, com problemas banais até pra mim sendo tão jovem. Lembro sobre guerras, e sobre perguntar o motivo, e me responderem o motivo, e eu responder algo como "Por que só não pediram desculpas? Por que fizeram mais gente morrer?" E não responderam coisa com coisa. Acho que isso é em parte uma das pequenas coisas que me faz ser tão velho reclamão (em meus 20 anos) sobre tudo, e sobre duvidar da capacidade de todo mundo de fazer escolhas inteligentes (e sobre isso me deprimir).

    Nem sei se eu tô escrevendo coisa com coisa mais, são 8h da manhã e o sono ainda não veio. Espero que não venha tão cedo, pois nem vale mais a pena dormir. Enfim, até outra vez.

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