domingo, 27 de maio de 2012

A ordem das coisas

    Me surpreendo - ainda hoje - no decorrer do tempo, como os fatos meio que usam um meio compensatório no decorrer dos dias para manter uma estabilidade. Andei pensando como as coisas tomam seu lugar a cada hora. Digo, isso não é um fato, é só mais uma percepção dramática minha sobre os acontecimentos. Venho pensando, principalmente esse ano; há coisas que julgamos ruins, e as que julgamos boas (não diga), e elas vão tomando seu lugar no decorrer da vida da pessoa e gerando um padrão. Digamos que esse padrão caracteriza-se pela pontuação zero. Podem acontecer diversas coisas, boas ou ruins, essa pontuação pode ir a +50 até -50, mas ela sempre voltará a sua média. Entende? Isso parece meio pessimista demais, mas, sempre que tudo estiver bom demais, desconfie. É meio como aquela frase, de que "quanto mais alto, maior a queda", é mais ou menos o baque de um momento +30 estabilizando-se para 0. Do mesmo modo que algo -30 vai para 0. Ou vão mesmo, de modo bem simples, se ajustando bem aos poucos. Para cada acontecimento, compensando pra mais ou para menos em pequenas ocasiões.
    Por três anos consecutivos, o meu infermo pessoal/social/existencial ocorreu em novembro, e antes disso, tudo dava de modo tão certo que eu jurava ter encontrado certo tipo de "estabilidade", mas "a vida" (perdoem-me pela expressão de pai)  reservara certo tipo de estresse (agradeço). Poderia  simplesmente ser coisa da minha adolescência e a falta de dopamina que essa fase carrega, mas tudo sempre voltou a seu eixo (zero) em todas as vezes.
   

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