Engraçado como eu pensei nesses últimos dias "algo para escrever", pensando e pensando, quando na verdade eu deveria usar esse espaço só pra escrever o que vier na cabeça. Mas enfim, vou escrever mesmo sobre o que eu acabo perdendo mais tempo pensando.
Queria que fosse possível somar a quantidade de minhas horas investidas imaginando o que aconteceria numa situação se eu tivesse tomado outra decisão, ou se as coisas planejadas não fossem interrompidas (atrasos e etc). Nessa parte entra um pouco do meu neuroticismo, por exemplo. Acho que faz uns meses já em que eu estava saindo de casa, e por algum motivo eu olhei pra trás, e vi que minha mãe me chamava no portão de casa, voltei, peguei algo que tinha esquecido, e continuei o trajeto; magicamente cai um grande galho onde eu estaria se não tivesse voltado até em casa. Isso parece dramático demais, mas se eu não tivesse voltado em casa, eu estaria exatamente onde aquele galho caíra. Ok, eu não morreria por isso, mas com certeza eu cairia (e poderia bater a cabeça no muro baixo da casa ao lado). Mas tirando essas coisas que parecem Premonição demais, eu quero dizer num contexto geral. Por exemplo, digamos que você perdeu o ônibus por algumas passadas curtas, simplesmente porque resolveu admirar as rachaduras na parede por alguns minutos; o que garante que você não seria atropelado no processo? (drama). Eu acabo criando várias realidades e me divertindo com isso (não sou autista, eu juro). Pense, quantas vezes, você já deixou de morrer? E você não vai saber, e ainda, por algo extremamente banal? Como um banho um pouco mais demorado, ou só porque faltou pasta de dente e você perdeu tempo indo buscar mais, e caso isso não acontecesse, você poderia estar na hora errada (ou certa) no momento errado.
E penso também nas pessoas, um simples "oi" dito de modo diferente lá atrás, poderia me fazer ter alguns membros a menos no meu grupo de amigos, dá pra entender o tamanho da neurose? Algumas escolhas - aparentemente pequenas e sem importância- teriam um impacto catastrófico. E isso leva a horas a fio em: "E se eu tivesse sido mais maduro com a menina-neurótica?" "E se eu responde-se "esse" argumento infalível "nessa" discução?" E algo ainda mais amplo como "E se, essa pessoa tivesse tomado outra decisão?" Fico fascinado, com a linha contínua que o tempo é, na verdade nada mais que o natural, mas como um fato acaba dependendo do outro, e como isso vira algo cheio de variáveis, e que com certeza só funciona por não ter uma ordem para os acontecimentos.
Essa linha de raciocínio me leva para as *Holofotes* Realidades paralelas *Holofotes*. Onde fica mais fácil de brincar - isso mesmo - das possíveis realidades, qualquer ocasião que se possa imaginar, em alguma realidade já aconteceu. Não acredito fielmente nisso - não duvidem de minha sanidade - mas a idéia é bem interessante, e perturbadora. Estou indo longe demais?
Também tenho uma fixação -não muito comum, diga-se de passagem- por nostalgias. As de longo e curto prazo. Não que eu seja um masoquista me deliciando com dores do passado, longe disso, pois eu não teria acesso a nostalgias anos depois, se no momento eu não fiz nada a não ser lembrar do passado, certo? De modo geral todos nós olhamos para trás, e vemos coisas boas, os "bons tempos", - de modo clichê -. Eu, a tempos atrás, invocava essas nostalgias; almoçava onde um dia completei o ensino médio, ia em lugares onde brincava quando tinha uns 13 anos e por aí vai. Esse tipo de coisa começou quando fui no colégio em que eu frequentava, acho que na 1º série, ou no pré, não me lembro, óbviamente. Fui lá com uns 14 ou 15 anos, e a sensação das memórias - bons tempos - vindo a tona; e naquele momento, não teria nada que pagasse de igual para igual aquela sensação.
Até.

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