Lembrei e acabei voltando
Faz tempo que não lia sobre o velho John
Este parece ter mudado, mas não sei
Terá sido em prol de algo?
Ou simplesmente para algo vago?
Entre linhas e palavras esperadas
Clichê.
Abstração da existência
segunda-feira, 20 de maio de 2013
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Filosofia de infância
Pensei em escrever sobre isso esses dias.
Na minha 1º série (eu deveria ter uns 7 anos no começo desse ano) eu tinha uma idéia de que eu posso chamar hoje de bem egocêntrica. Eu acreditava que tudo existia a partir da minha existência. Parece meio autista falando desse modo. Tudo me levava a crer que as coisas aconteciam, e as outras pessoas existiam a partir da minha consciência; eu achava que as outras pessoas não tinham uma consciência própria, e todos os acontecimentos se davam pelas minhas vontades; eu era mimado, mas não era babaca, nem tanto. Eu sempre tive tudo o que quis, as pessoas correspondiam ao que eu falava, logo, essa foi minha teoria. Isso só veio a se desfazer quando sofri um tipo de bullying na escola, HAHAHA. Pensando pelo teocentrismo, como deus no centro do universo, egocentrismo como "eu no centro do universo", faz bastante sentido pra mim. Hoje lembro daquela época, e lógicamente, acho muita graça. Como tudo, fatos e pessoas, me permitiram a acreditar em algo desse tipo por tanto tempo. Não por permitirem, mas simplesmente por tudo me levar a crer (não que seja difícil fazer uma criança a acreditar em algo).
Também acreditava que os adultos sabiam de tudo, tipo, tudo mesmo. Que o mundo era "perfeito", por estar rodeado de adultos. Pouco tempo depois, eu vi que tinha muitos adultos errados, com problemas banais até pra mim sendo tão jovem. Lembro sobre guerras, e sobre perguntar o motivo, e me responderem o motivo, e eu responder algo como "Por que só não pediram desculpas? Por que fizeram mais gente morrer?" E não responderam coisa com coisa. Acho que isso é em parte uma das pequenas coisas que me faz ser tão velho reclamão (em meus 20 anos) sobre tudo, e sobre duvidar da capacidade de todo mundo de fazer escolhas inteligentes (e sobre isso me deprimir).
Nem sei se eu tô escrevendo coisa com coisa mais, são 8h da manhã e o sono ainda não veio. Espero que não venha tão cedo, pois nem vale mais a pena dormir. Enfim, até outra vez.
Na minha 1º série (eu deveria ter uns 7 anos no começo desse ano) eu tinha uma idéia de que eu posso chamar hoje de bem egocêntrica. Eu acreditava que tudo existia a partir da minha existência. Parece meio autista falando desse modo. Tudo me levava a crer que as coisas aconteciam, e as outras pessoas existiam a partir da minha consciência; eu achava que as outras pessoas não tinham uma consciência própria, e todos os acontecimentos se davam pelas minhas vontades; eu era mimado, mas não era babaca, nem tanto. Eu sempre tive tudo o que quis, as pessoas correspondiam ao que eu falava, logo, essa foi minha teoria. Isso só veio a se desfazer quando sofri um tipo de bullying na escola, HAHAHA. Pensando pelo teocentrismo, como deus no centro do universo, egocentrismo como "eu no centro do universo", faz bastante sentido pra mim. Hoje lembro daquela época, e lógicamente, acho muita graça. Como tudo, fatos e pessoas, me permitiram a acreditar em algo desse tipo por tanto tempo. Não por permitirem, mas simplesmente por tudo me levar a crer (não que seja difícil fazer uma criança a acreditar em algo).
Também acreditava que os adultos sabiam de tudo, tipo, tudo mesmo. Que o mundo era "perfeito", por estar rodeado de adultos. Pouco tempo depois, eu vi que tinha muitos adultos errados, com problemas banais até pra mim sendo tão jovem. Lembro sobre guerras, e sobre perguntar o motivo, e me responderem o motivo, e eu responder algo como "Por que só não pediram desculpas? Por que fizeram mais gente morrer?" E não responderam coisa com coisa. Acho que isso é em parte uma das pequenas coisas que me faz ser tão velho reclamão (em meus 20 anos) sobre tudo, e sobre duvidar da capacidade de todo mundo de fazer escolhas inteligentes (e sobre isso me deprimir).
Nem sei se eu tô escrevendo coisa com coisa mais, são 8h da manhã e o sono ainda não veio. Espero que não venha tão cedo, pois nem vale mais a pena dormir. Enfim, até outra vez.
07h08
Já amanheceu
O tempo já passou
Um último cigarro
Pelo tempo que esgotou
Os adesivos já não colam
As palavras ainda restam
Memórias em que prefiro relutar, pensando que não prestam
Enquanto tudo gira, e nada vai se resolver
Fico com meu último cigarro, e pra variar, mando se foder.
Ass: Sir Pré-consciente
O tempo já passou
Um último cigarro
Pelo tempo que esgotou
Os adesivos já não colam
As palavras ainda restam
Memórias em que prefiro relutar, pensando que não prestam
Enquanto tudo gira, e nada vai se resolver
Fico com meu último cigarro, e pra variar, mando se foder.
Ass: Sir Pré-consciente
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Preguiça da existência
Não é com frequência que sinto esse tipo de coisa, que ultimamente venho chamando de preguiça existêncial. É quase como uma perda de motivação, ou a perda de fé na existência, ou o questionamento excessivo. É mais ou menos o que estou sentindo nessas 17 horas e 40 minutos de uma miserável segunda-feira; eu sei que eu vou entrar num ônibus, depois em outro e outro, vou para a faculdade, mas no percurso, vou encontrar várias pessoas, todas que eu julgo de mesma face. Veja bem, sou só mais um de 20 anos no meio de toda essa gente, mas já se tornou clichê o bastante até pra mim essa gente conversando sobre o maldito jogo de futebol, a porcaria da novela e sobre algum modelo de carro. Só essa parte sobre as pessoas seria um assunto, mas vou deixar isso pra lá, dessa vez. Nesse momento faço um mapa mental do dia: "Me arrumar, subir no ônibus, entrar na faculdade, fumar um cigarro, 2 aulas, intervalo, cigarro, café, cigarro, volta pra 2 aulas, fim de aula, ônibus, casa." Tudo a mesma coisa, é claro que eu vou julgando as pessoas no processo, mas não quer dizer que eu não tente achar algo bom, eu não sou tão ignorante assim. Eu tenho essa parte otimista de "dar uma chance" para ver algo bom nas pessoas, acho que pode ser até uma defesa para mim, pois não quero acreditar que todo mundo é tão perdido assim. Não que eu seja bom demais e que todos tenham que seguir um padrão que eu aceite, longe disso, por favor.
E ainda posso botar na lista, questões políticas e junto com isso, as sociais. As vezes (eu acho que isso deve ser um problema, sim eu tô desabafando) eu acho que "todo mundo" (em itálico e aspas pra vocês) é idiota demais, não que eu seja inteligente, é por serem idiotas mesmo. Parece que a cada coisa que acontece, cada ação tomada, ou palavra dita, o imbecil não pensa por 10 segundos pra dizer. Tá todo mundo preocupado demais em besteiras, e eu não to sabendo nem como prosseguir esse texto por tamanha frustração. Mas eu queria realmente poder fazer alguma coisa, tem tantas coisas graves que poderiam ser solucionadas só pensando um pouco, só se mexendo um pouco; mas parece que todo mundo se sente melhor pesando em sí, e deixando nas mãos de outras pessoas que não se importam, pra não solucionar algo. Com isso eu já to entrando em discurso político, e já passei horas a finco conversando com um amigo de faculdade, ambos ficamos frustrados, e a solução seria algo desastroso. Se eu começar a falar demais nisso vou entrar em algum tipo de discurso idealista. E é aí que a coisa trava, minha falta de fé nas pessoas, e um processo ideal que depende das pessoas. Mergulho em frustração. Isso fica mais evidente (pra mim) quando insisto em procurar algo na televisão (principalmente no domingo), assuntos furados, quando é algo interessante é sem profundidade, programas cheio de bundas enormes e corpos plásticos, exploração da desgraça alheia, algum caso banal sem importância sendo o centro das atenções.
Enfim, o mundo acabou.
O Lado ranzinza, Owen.
E ainda posso botar na lista, questões políticas e junto com isso, as sociais. As vezes (eu acho que isso deve ser um problema, sim eu tô desabafando) eu acho que "todo mundo" (em itálico e aspas pra vocês) é idiota demais, não que eu seja inteligente, é por serem idiotas mesmo. Parece que a cada coisa que acontece, cada ação tomada, ou palavra dita, o imbecil não pensa por 10 segundos pra dizer. Tá todo mundo preocupado demais em besteiras, e eu não to sabendo nem como prosseguir esse texto por tamanha frustração. Mas eu queria realmente poder fazer alguma coisa, tem tantas coisas graves que poderiam ser solucionadas só pensando um pouco, só se mexendo um pouco; mas parece que todo mundo se sente melhor pesando em sí, e deixando nas mãos de outras pessoas que não se importam, pra não solucionar algo. Com isso eu já to entrando em discurso político, e já passei horas a finco conversando com um amigo de faculdade, ambos ficamos frustrados, e a solução seria algo desastroso. Se eu começar a falar demais nisso vou entrar em algum tipo de discurso idealista. E é aí que a coisa trava, minha falta de fé nas pessoas, e um processo ideal que depende das pessoas. Mergulho em frustração. Isso fica mais evidente (pra mim) quando insisto em procurar algo na televisão (principalmente no domingo), assuntos furados, quando é algo interessante é sem profundidade, programas cheio de bundas enormes e corpos plásticos, exploração da desgraça alheia, algum caso banal sem importância sendo o centro das atenções.
Enfim, o mundo acabou.
O Lado ranzinza, Owen.
domingo, 27 de maio de 2012
A ordem das coisas
Me surpreendo - ainda hoje - no decorrer do tempo, como os fatos meio que usam um meio compensatório no decorrer dos dias para manter uma estabilidade. Andei pensando como as coisas tomam seu lugar a cada hora. Digo, isso não é um fato, é só mais uma percepção dramática minha sobre os acontecimentos. Venho pensando, principalmente esse ano; há coisas que julgamos ruins, e as que julgamos boas (não diga), e elas vão tomando seu lugar no decorrer da vida da pessoa e gerando um padrão. Digamos que esse padrão caracteriza-se pela pontuação zero. Podem acontecer diversas coisas, boas ou ruins, essa pontuação pode ir a +50 até -50, mas ela sempre voltará a sua média. Entende? Isso parece meio pessimista demais, mas, sempre que tudo estiver bom demais, desconfie. É meio como aquela frase, de que "quanto mais alto, maior a queda", é mais ou menos o baque de um momento +30 estabilizando-se para 0. Do mesmo modo que algo -30 vai para 0. Ou vão mesmo, de modo bem simples, se ajustando bem aos poucos. Para cada acontecimento, compensando pra mais ou para menos em pequenas ocasiões.
Por três anos consecutivos, o meu infermo pessoal/social/existencial ocorreu em novembro, e antes disso, tudo dava de modo tão certo que eu jurava ter encontrado certo tipo de "estabilidade", mas "a vida" (perdoem-me pela expressão de pai) reservara certo tipo de estresse (agradeço). Poderia simplesmente ser coisa da minha adolescência e a falta de dopamina que essa fase carrega, mas tudo sempre voltou a seu eixo (zero) em todas as vezes.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sobre o tempo e suas sequelas
Engraçado como eu pensei nesses últimos dias "algo para escrever", pensando e pensando, quando na verdade eu deveria usar esse espaço só pra escrever o que vier na cabeça. Mas enfim, vou escrever mesmo sobre o que eu acabo perdendo mais tempo pensando.
Queria que fosse possível somar a quantidade de minhas horas investidas imaginando o que aconteceria numa situação se eu tivesse tomado outra decisão, ou se as coisas planejadas não fossem interrompidas (atrasos e etc). Nessa parte entra um pouco do meu neuroticismo, por exemplo. Acho que faz uns meses já em que eu estava saindo de casa, e por algum motivo eu olhei pra trás, e vi que minha mãe me chamava no portão de casa, voltei, peguei algo que tinha esquecido, e continuei o trajeto; magicamente cai um grande galho onde eu estaria se não tivesse voltado até em casa. Isso parece dramático demais, mas se eu não tivesse voltado em casa, eu estaria exatamente onde aquele galho caíra. Ok, eu não morreria por isso, mas com certeza eu cairia (e poderia bater a cabeça no muro baixo da casa ao lado). Mas tirando essas coisas que parecem Premonição demais, eu quero dizer num contexto geral. Por exemplo, digamos que você perdeu o ônibus por algumas passadas curtas, simplesmente porque resolveu admirar as rachaduras na parede por alguns minutos; o que garante que você não seria atropelado no processo? (drama). Eu acabo criando várias realidades e me divertindo com isso (não sou autista, eu juro). Pense, quantas vezes, você já deixou de morrer? E você não vai saber, e ainda, por algo extremamente banal? Como um banho um pouco mais demorado, ou só porque faltou pasta de dente e você perdeu tempo indo buscar mais, e caso isso não acontecesse, você poderia estar na hora errada (ou certa) no momento errado.
E penso também nas pessoas, um simples "oi" dito de modo diferente lá atrás, poderia me fazer ter alguns membros a menos no meu grupo de amigos, dá pra entender o tamanho da neurose? Algumas escolhas - aparentemente pequenas e sem importância- teriam um impacto catastrófico. E isso leva a horas a fio em: "E se eu tivesse sido mais maduro com a menina-neurótica?" "E se eu responde-se "esse" argumento infalível "nessa" discução?" E algo ainda mais amplo como "E se, essa pessoa tivesse tomado outra decisão?" Fico fascinado, com a linha contínua que o tempo é, na verdade nada mais que o natural, mas como um fato acaba dependendo do outro, e como isso vira algo cheio de variáveis, e que com certeza só funciona por não ter uma ordem para os acontecimentos.
Essa linha de raciocínio me leva para as *Holofotes* Realidades paralelas *Holofotes*. Onde fica mais fácil de brincar - isso mesmo - das possíveis realidades, qualquer ocasião que se possa imaginar, em alguma realidade já aconteceu. Não acredito fielmente nisso - não duvidem de minha sanidade - mas a idéia é bem interessante, e perturbadora. Estou indo longe demais?
Também tenho uma fixação -não muito comum, diga-se de passagem- por nostalgias. As de longo e curto prazo. Não que eu seja um masoquista me deliciando com dores do passado, longe disso, pois eu não teria acesso a nostalgias anos depois, se no momento eu não fiz nada a não ser lembrar do passado, certo? De modo geral todos nós olhamos para trás, e vemos coisas boas, os "bons tempos", - de modo clichê -. Eu, a tempos atrás, invocava essas nostalgias; almoçava onde um dia completei o ensino médio, ia em lugares onde brincava quando tinha uns 13 anos e por aí vai. Esse tipo de coisa começou quando fui no colégio em que eu frequentava, acho que na 1º série, ou no pré, não me lembro, óbviamente. Fui lá com uns 14 ou 15 anos, e a sensação das memórias - bons tempos - vindo a tona; e naquele momento, não teria nada que pagasse de igual para igual aquela sensação.
Até.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Laicidade e Cristo Redentor
Eu andei pensando nos últimos dias (desde a última postagem) sobre o que eu poderia escrever dentro do que já venho pensando. Pois então, resolvi por hoje falar sobre a estátua de 1,145 toneladas localizada a 709 metros acima do nível do mar (ou simplesmente cristo redentor), no estado do Rio de Janeiro. E sobre o Brasil ser considerado um estado laico.
Uma breve introdução então, para uma melhor localização no tempo:
O Brasil é considerado um estado laico desde 17 de janeiro de 1890. O termo laico remete a idéia de neutro/indiferente, "(...)Isto significa que ele se mantém indiferente às diversas igrejas que podem livremente constituir-se" (BASTOS, 1996, p. 178)
Já o cristo redentor foi inaugurado dia 12 de outubro de 1931. De acordo com o velho amigo Wikipédia a idéia da construção dessa estátua, veio em 1859, mas só retornou com força mesmo em 1922, começando sua construção em 1926 blablablabla; e os fundos para tal obra foram adquiridos a partir de doações de fiéis e de paróquias.
Chega de dados. É extremamente irônico um país, dito laico, após 41 anos construir uma estátua de Jesus com 38 metros de altura, na então capital de seu país. Conseguem observar a gravidade da situação ou é coisa minha? Vamos com calma... Diz-se um país laico, que permite emergir em sua capital sob um cume, uma estátua simbólicamente religiosa, de 38 metros de altura... Esse tipo de coisa me faz lembrar a velha frase que diz "Brasileiro tem memória curta". Claro, pode-se dizer "Ah, para, é só uma estátua", não amigo(a), são 1,145 toneladas de "pedra" distribuídos em 38 metros de altura demonstrando como o que é dito nesse país não é seguido, consegue entender? Tenho um amigo na faculdade que uma vez me disse "Quem não faz no pequeno, não faz no grande" não que seja pequeno esse exemplo, mas se eu vou contra o que é estabelecido num país, mesmo o caso dessa estátua, que validade tem o que é dito? Pra que foi estabelecido? E mais, uma minoria é insultada nesse processo, talvez insulto seja uma palavra forte demais, talvez desrespeitada seja a palavra correta, há pessoas de outras crenças e pessoas sem crenças; esse caso não seria tão grave (aos meus olhos) se não fosse estabelecido o Brasil como um estado laico. Eu imagino o governo como uma pessoa dizendo: Então galera, seguinte, agora o país não tem mais envolvimento religioso, beleza? beleza. (Lê fucking 41 anos depois) Levantam Jesus Cristo na capital do país. Eu não confiaria num cara desse.
Aliás, se me permitem:
Exodo 20:4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Laicidade estatal (Constituição, art.19, I)
Só para ser um pouco chato mesmo, mas vejo violações. Não pretendo me alongar demais nisso, mas para mim, é uma prova (de braços abertos) de que muita coisa passa reto, simplesmente porque ninguém lembra, ou faz de conta que não lembra, ou o que mais me assusta, nem sabe.
Referência
BASTOS. Celso Ribeiro. Curso de Direito Constitucional. 17ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 1996.
Assinar:
Comentários (Atom)
